Mortes de médicos de COVID-19: Uma crise em escala global

A pandemia do COVID-19 causou muita morbidade em pacientes, mas também aos profissionais de saúde. Aproximadamente, mais de 7 mil profissionais da saúde, em todo o mundo, acabaram sendo vítimas da COVID-19, segundo dados atuais da Amnistia Internacional, o que foi chamada de “uma crise em escala impressionante”. Para saber mais sobre mortes de médicos de COVID-19, continue lendo.

Mortes de médicos de COVID-19

A pandemia da COVID-19 infectou mais de 3 milhões de pessoas em todo o mundo, com um risco geral de morte de 7%. As mortes de médicos de COVID-19, está diretamente ligada às exposições de contato, médicos que cuidavam de pacientes infectados, em alto risco de contágio. A Organização Mundial da Saúde, protocolou inúmeros documentos para quantificar e identificar esses números de mortes de médicos de COVID-19, com o fim de mitigar este risco, saber as características dos casos.

Das mortes de médicos de COVID-19, os profissionais de saúde que estão na linha de frente do esforço global para cuidar de pacientes, enquanto se expõem ao risco de infecção, dezenas são de países, profissões e especialidades diferentes.

São médicos clínicos gerais, enfermeiras, assistentes, técnicos, administradores, voluntários, motoristas, paramédicos, bombeiros e muito mais, sejam eles recém-chegados ou aposentados. Infelizmente, a morte no cumprimento do dever, é um tipo de sacrifício final do médico, mas que pode ser agravado quando eles desconhecem a infecção e acabam também infectando outros membros da família e da equipe.

Estamos num momento muito critico, onde novas ondas da pandemia se aceleram globalmente. Parte disso se deve às populações em geral, que ainda não compreendem a importância do isolamento social como medida para conter a pandemia.

As mortes de médicos de COVID-19 variam entre países, devido ao tempo de surto da doença, de diferentes recursos públicos de saúde, políticas governamentais e controles para impor quarentena e distanciamento social, bem como o uso de máscara, a quantidade de testes realizados, entre outros.

Especialistas que trabalham nas áreas como da odontologia, otorrinolaringologistas e anestesistas, também estão especialmente em risco de infecção e esses grupos representam uma boa porcentagem de todas as mortes de médicos de COVID-19.

Por exemplo, os dentistas estão próximos às secreções orais por períodos prolongados, os oftalmologistas também trabalham da mesma forma. Na China que a primeira morte de profissional da saúde com COVID-19, aconteceu na área da oftalmologia.

Medidas mais severas são a solução para minimizar fatalidades

A proximidade das vias aéreas de pacientes infectados, a transmissão lacrimal do vírus, as manipulações nasais, faltas de equipamentos de proteção individual (EPI) são comumente citadas como causa de morte.

O respeito às técnicas adequadas de vestir e de protocolos internos devem ser sempre obedecidos. As equipes de trabalho deve ter um examinador principal, monitor de segurança que ajuda a diminuir o risco de contaminação.

Mortes de médicos de COVID-19

Também há casos de pacientes que mentiram sobre seu histórico de viagens e de contatos intensos, que também podem ser atribuídos às mortes de médicos mortes de COVID-19. Assim, essas investigações devem, na saúde pública, serem cada vez mais meticulosas na localização de todos os contatos por rastreamento, para impedir a próxima vítima.

A situação pode ser mais grave e mais profunda do que aparenta

Os profissionais de saúde suportam consideráveis ​​problemas psicológicos como pressão e estresse físico ao cuidar de pacientes com COVID-19. Há registros de médicos que cometeram suicídio após descobrir estarem infectados. Outros, por sua vez, supostamente sem infecção viral, morreram de exaustão ou doença cardíaca pelo estresse traumático.

É importante que os hospitais organizem turnos médicos com descanso obrigatório e intervalos para refeições. As sociedades médicas podem reforçar os suportes online para manter os médicos conectados com seus colegas a fim de garantir o apoio profissional e humano.

Em resumo, as mortes de médicos de COVID-19 foram consideráveis em números, mais do que o esperado. Se pensarmos que alguns países ainda estão na fase inicial da pandemia, o número de fatalidades médicas podem aumentar. Médicos com mais de 60 anos de idade representaram três quartos dos relacionados às mortes por COVID-19.

E como são chamados para trabalhar na pandemia, àqueles com essa faixa etária devem ser realocados longe da linha de frente, devido ao maior risco de mortalidade e maior probabilidade de morte. Assim, segundo a Anistia, estar ba linha de frente é sim um fator de alto risco em qualquer país. 

Países com infraestrutura médica precária ou com pouco subsídio governamental se encontram na linha mais mortal da pandemia. A compra de ventiladores aumentou, de leitos para UTI, equipamentos, e possivelmente a vacina, faz com que muitos países pobres tenham muitos problemas de logística. Os treinamentos de equipes são, de alguma forma, muito superficiais e não atendem às orientações exigidas pela OMS.

Muitos destes países ainda sofrem com processos internos de receita ou de política governamental, o que acaba prejudicando ainda mais fatores como implementação de programas de prevenção e controle de infecções.

O trabalho de recuperação dos profissionais da saúde, no sentido de assegurar a qualidade de vida emocional e psíquica dos trabalhadores, é muito importante neste momento. Relatórios de orientações como da OPAS, por exemplo, recomenda otimizar os programas de saúde ocupacional para as condições de trabalho, que incluem proporcionalmente salários mais justos, uso de terapias, garantia de descanso e turnos regulares, etc.

E no Brasil (país que ocupa o 4º lugar, contando com mais de 600 óbitos de profissionais da saúde), tal como México, a preocupação é vigente, segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO). Ela relata a insuficiência de EPIs, e de medidas emergenciais para a proteção da vida dos profissionais da saúde.

Esses relatórios estão disponíveis e são fontes baseadas em pesquisas dos governos, e das agências médicas.

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